• SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO ESTADO DE SERGIPE

Temer vence, mas placar revela desgaste com aliados

O placar de votos favoráveis a Michel Temer registrado nesta quinta-feira (25) no plenário da Câmara, inferior ao verificado na análise da primeira denúncia por corrupção contra o peemedebista, revela o esgarçamento da relação da base aliada

26/10/2017

O placar de votos favoráveis a Michel Temer registrado nesta quinta-feira (25) no plenário da Câmara, inferior ao verificado na análise da primeira denúncia por corrupção contra o peemedebista, revela o esgarçamento da relação da base aliada com o presidente e seus interlocutores e o fracasso da ofensiva para aumentar o número de votos no painel. O plano era mostrar que Temer estaria mais forte depois da segunda votação e teria, inclusive, condições de ressuscitar os planos de aprovação da reforma da Previdência.

Novas concessões foram feitas, aliados foram reacomodados em cargos, emendas liberadas e, ainda assim, o placar não cresceu. E por quê? Porque cargos prometidos, emendas negociadas e outros acordos não foram integralmente cumpridos na primeira denúncia. Porque as esperadas punições severas a dissidentes nunca foram de fato aplicadas. Porque a cada dia o calendário eleitoral se aproxima e é mais difícil encontrar quem vá a plenário votar abertamente por temas impopulares.

É certo que a derrubada do pedido de abertura de investigação em si revela que o presidente da República segue com condições de governabilidade. Com mais ou menos votos, desde que assumiu, Temer não sofreu nenhuma derrota expressiva em plenário. E na análise da denúncia não havia sequer o temor de derrota, não havia sinal de risco institucional.

Além disso, o número ainda assegura, numericamente, a aprovação de medidas provisórias, leis ordinárias, do Orçamento de 2018 e até de leis complementares. A maioria numérica, no entanto, não é certeza plena de novas vitórias em plenário. Os deputados – e senadores – estão fartos das Medidas Provisórias. Os projetos (ou MPs) esperados – que mexem em salários de servidores públicos e tratam da privatização da Eletrobras, por exemplo – são polêmicos, impopulares.

Como fez para salvar o mandato, Temer não poderá deixar na mão de terceiros a negociação de um tema sequer que passar pelo Congresso.

E ainda há o debate em torno das mudanças constitucionais. Já na primeira denúncia, vincular o placar favorável a Temer a uma bancada pró-reforma era um cálculo fictício, inverídico. O próprio presidente disseminou a avaliação de que os votos a seu favor na denúncia eram votos pessoais, e não aos seus planos de governo. Agora, o governo queria dar um sinal de força, e até mudar essa versão – mesmo sabendo que uma coisa é a denúncia, outra distinta é aprovar a mais polêmica das reforma constitucionais. Não conseguiu.

Temer venceu, como já era esperado. E oficialmente, não desistiu da reforma da Previdência, mas com 251 votos em plenário será preciso negociar à exaustão. Ou ceder.


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