• SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS DO ESTADO DE SERGIPE

Cobrapol e Sinpol Sergipe marcaram presença em evento nacional realizado em Brasília

A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) e o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol-SE) marcaram presença no Primeiro Encontro Nacional pelo Resgate do Parlamento Brasileiro em Defesa do Interesse Social, um evento de caráter nacional realizado hoje (24) no Salão Vermelho do Hotel Nacional, em Brasília.

24/04/2018

A Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), representada pelo seu presidente André Gutierrez, e o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol-SE), representado pelo diretor Jorge Henrique, marcaram presença no Primeiro Encontro Nacional pelo Resgate do Parlamento Brasileiro em Defesa do Interesse Social, um evento de caráter nacional realizado hoje (24) no Salão Vermelho do Hotel Nacional, em Brasília.

André Gutierrez (Cobrapol) e Jorge Henrique (Sinpol/SE)

André Gutierrez e Jorge Henrique representaram os policiais civis brasileiros nesse evento que teve como pano de fundo a discussão de cinco agendas importantes: a política nacional e a corrupção no país; o modelo de Estado e suas implicações para os trabalhadores e sociedade; a reforma e fortalecimento da Justiça de interesses dos trabalhadores e sociedade; a economia e seus impactos nos trabalhadores e sociedade e, ainda, os principais problemas que afetam os trabalhadores e a sociedade.

Na verdade, essas cinco agendas são as principais bandeiras defendidas pelos integrantes do “Movimento Basta!”, que idealizou o evento e viu exatamente agora o momento adequado no Brasil para essas discussões, especialmente levando-se em consideração a crise imensa de caráter político, econômico, social e moral que se estabeleceu no nosso país atualmente.

André Gutierrez fala no evento

O presidente da Cobrapol, André Gutierrez, fez parte da mesa, como convidado especial, do Primeiro Encontro Nacional pelo Resgate do Parlamento Brasileiro em Defesa do Interesse Social, além de outras personalidades importantes, com destaque para o pré-candidato à presidência da república, João Vicente Fontella Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, o senador Paulo Paim (PT/RS), e os deputados federais Chico Alencar (PSOL/RJ) e Zenaide Maia (PHS/RN).

João Vicente Fontella Goulart, filho do ex-presidente João Goulart

Movimento Basta! – Esse movimento surgiu num momento de crise política, onde se pede renovação, principalmente tendo em vista as proximidades das eleições, e tem como principais bandeiras o combate à corrupção, a reforma do Estado e o comprometimento com as políticas de redução das desigualdades sociais, além de combater o rentismo e o mercado.

O movimento, que nasceu de um fórum, tem o objetivo de formatar, monitorar e desenvolver políticas públicas baseadas na agenda das 71 entidades que compõem seu quadro, além de certificar candidatos que pretendem concorrer ao parlamento em 2018. Também atuar como certificadores dos candidatos e desenvolver políticas públicas que atendam às pautas desses participantes do movimento e que são voltadas ao social.

Fala de Gutierrez – Durante o evento, o presidente da Cobrapol, André Gutierrez, falou aos participantes do Primeiro Encontro Nacional pelo Resgate do Parlamento Brasileiro em Defesa do Interesse Social como líder e em nome da categoria, destacando que ele tem 36 anos de polícia civil, 29 dos quais no serviço operacional e na época as manifestações eram proibidas não só para militares, mas para policiais civis também.

E mais: que a partir de setembro do ano passado, “durante um congresso nacional da categoria, em Belém do Pará, uma das pautas decididas dos policiais civis foi pelo empoderamento político dos policiais civis no Brasil”, já que, para ele, “as coisas estão dando certo e possivelmente nós poderemos ver um grande número de policiais civis candidatos a deputado estadual, federal, senador, e até mesmo governador do estado”.

Gutierrez acredita que “todas as confederações deveriam e vão trabalhar nesse sentido, lançando pessoas de sua base, até porque se essas pessoas eleitas teriam o compromisso e o comprometimento com a categoria”. E faz um alerta ao dizer que “a gente vê hoje a situação da segurança pública no Brasil e encontra muita gente se dizendo especialista em segurança pública, mas essas pessoas infelizmente falam algo que não entendem porque nunca sentiram uma bala de arma de bandido passar zunindo a um palmo de seu rosto, de sua cabeça”.

Destacou, finalmente, que sabe “qual a questão estrutural que o operador de segurança pública hoje mais precisa, desde um armamento de qualidade, até um equipamento de produção individual, ressaltando que, na construção civil, se um trabalhador de obra não tiver um capacete não pode trabalhar, enquanto que muitos policiais estão trabalhando sem colete à prova de bala. E nós estamos precisando levar isso para os conselhos de segurança pública para que as pessoas tenham conhecimento de fatos como esse”.


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